
SPECIES
via GBIF · Kew POWO
O Caneleiro (Cenostigma macrophyllum Tul) é um vegetal Angiosperma pertencente à ordem Fabales, da família Leguminosae, de ocorrência natural em algumas áreas de floresta e cerrado do Brasil, endêmica no Piauí. Árvore de grande beleza principalmente quando inicia o periodo da floração, sendo em plantas perenes setembro a dezembro e nas decíduas fevereiro a julho, fica coberto com cachos de flores amarelas que assemelhan-se a orquídeas e, atrai muitos insetos e passáros com o seu cheiro que se espalha . Alcança de 10 aos 20 metros de altura, de caule sulcado, copa alta e densa sendo uma planta de grande beleza. Foi instituído oficialmente como árvore símbolo do município de teresina-pi devido à promulgação de um decreto de 1993. O caneleiro tem sido alvo de pesquisas inéditas do Núcleo de Pesquisa em Plantas Medicinais (NPPM), ligado à Universidade Federal do Piauí, reunindo diversos resultados promissores. Foram isolados e identificados triterpenos pentacíclicos, esteróides livres e glicosilados, tocoferóis e biflavonas do extrato etanólico das folhas. Do extrato etanólico das cascas do caule foram isolados e identificados esteróides livres, glicosilados e esterificados com ácidos graxos, um triterpeno pentacíclico, ferulatos de alquila, ácidos graxos, ácido elágico e quantidade significativa de uma substância fenólica de ocorrência rara, denominada dilactona do ácido valoneico.O perfil dos ácidos graxos do óleo das sementes, determinado por cromatografia gasosa, enquadra esta Leguminosa como uma fonte importante de ácidos graxos poliinsaturados, especialmente o ácido linoléico, além disso, o óleo mostrou-se ainda rico em tocoferóis e carotenóides. Tais constatações abrem possibilidades diversas de aplicação prática do óleo especialmente na cosmecêutica, uma vez que, o ácido linoléico exerce grande influência sobre os mecanismos de regeneração celular em tecidos superficiais. O extrato das folhas e das cascas do caule do caneleiro apresenta excelente atividade seqüestradora de radicais livres determinado, principalmente, pela dilactona do ácido valoneico e o ácido elágico. Estas substâncias poderão ser candidatas ao desenvolvimento de um antioxidante natural, após avaliação toxicológica. Outra possibilidade de aproveitamento do caneleiro trata-se do óleo da semente, que é rico em ácido linoleico, tocoferóis e carotenos. Além deste, as biflavonas presentes em quantidades significativas nas folhas poderão ser aproveitadas no tratamento de complicações crônicas do diabetes. Pode-se concluir que os resultados obtidos abrem perspectivas para que no futuro se possa contribuir para a produção de bioprodutos a partir do caneleiro.
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Discovered by embedding cosine similarity (sentence-transformers MiniLM, 384-dim).