Also known as Lebanese Hizbullah, Lebanese Hezbollah, Hizbullah, Hizballah
grupo político e paramilitar fundamentalista islâmico xiita do Oriente Médio
Hezbollah is a Lebanese political party with an associated armed military wing, classified as a Shia Islamist organization that operates both in parliament and on the ground. The group's military capabilities are substantial—comparable to a medium-sized army as of 2016—and it has been banned by the Lebanese government despite maintaining a political presence.
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Hezbollah ou Hizbollah (em árabe: حزب الله, transl. ḥizbu-'llāh(i), "Partido de Alá" ou "Partido de Deus") é uma organização política e paramilitar fundamentalista islâmica xiita transnacional fundada no período antecedente à revolução islâmica de Khomeini no Irão para auxiliar a consolidação do poder por Khomeini e os seus apoiantes. Nessa altura o Hezbollah não era ainda uma organização fortemente estruturada, sendo mais um movimento de grupos fracamente unidos, e habitualmente centrados numa mesquita. O Hezbollah no Irão desempenhou um papel importante na rua em momentos cruciais nos primeiros tempos da revolução, confrontando físicamente aqueles que o regime considerava como contra-revolucionários. O seu ramo libanês é uma força significativa na política libanesa, responsável por diversos serviços sociais, além de operar escolas, hospitais e serviços agriculturais para milhares de sul libaneses. É considerado um movimento de resistência legítimo por grande parte do mundo islâmico e árabe. O grupo, no entanto, é considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Argentina, Austrália, Israel, Canadá, Países Baixos, pela Liga Árabe e pelo Conselho de Cooperação do Golfo.. Em 2013 a União Europeia adicionou o braço armado do Hezbollah à lista de organizações que considera como terroristas, deixando de fora porém o partido político em si. O Hezbollah no Líbano surgiu inicialmente como uma milícia, em resposta à invasão israelense do Líbano de 1982, também conhecida como Operação Paz para a Galileia, e continuou a resistir contra a ocupação israelense do sul do Líbano durante toda a Guerra Civil Libanesa. Seus líderes se inspiraram nas ideias do aiatolá Khomeini, e suas forças foram treinadas e organizadas por um contingente da Guarda Revolucionária Iraniana. O manifesto de 1985 publicado pelo Hezbollah listava suas três metas principais como "colocar um fim a qualquer entidade colonialista" no Líbano, levar os Falangistas à justiça "pelos crimes que perpetraram", e estabelecer um regime islâmico no país. Recentemente, no entanto, segundo Adam Shatz, o Hezbollah vem fazendo poucas menções a respeito da fundação de um Estado islâmico, e não tem mais feito alianças seguindo tendências religiosas. Os líderes do partido são responsáveis, no entanto, por diversas declarações pedindo o fim do Estado de Israel como "entidade sionista", "construída sobre terras arrancadas das mãos de seus proprietários." O partido, que começou apenas como uma pequena milícia, já se transformou numa organização que tem assentos no parlamento libanês, uma rádio e uma , além de diversos programas de desenvolvimento social. O Hezbollah mantém um forte apoio entre a população xiita do Líbano, e conquistou algum apoio entre o resto da população do país, incluindo sunitas, drusos e cristãos, na sequência da Guerra do Líbano de 2006, e conseguiu mobilizar protestos de centenas de milhares de pessoas Juntamente com outros grupos políticos do país, o Hezbollah iniciou os protestos políticos do Líbano de 2006-2008, em oposição ao governo do primeiro-ministro Fuad Siniora. Disputas posteriores envolvendo a manutenção pelo Hezbollah de sua rede de telecomunicações levaram a disputas, e militantes da oposição, liderados pelo partido, tomaram o controle de diversos bairros de Beirute Ocidental, anteriormente ocupados por milicianos do , leais a Siniora; as áreas foram entregues então ao exército libanês. Finalmente, com base no Acordo de Doha em 2008, o Hezbollah recebeu o poder de veto no parlamento libanês; além disto, formou-se um , no qual o partido tem um ministro, e controla onze dos trinta assentos existentes.
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