O Palácio Huis ten Bosch é uma das quatro residências oficiais da Família Real Holandesa, localizado em Haia, Holanda, e lar do rei Guilherme Alexandre dos Países Baixos desde 1981. A construção começou a 2 de setembro de 1645 sob a direção de , de acordo com o projeto delineado por Pieter Post e Jacob van Campen. Sua realização foi ordenada por Amália de Solms-Braunfels, esposa de Frederico Henrique, Príncipe de Orange. A pedra fundamental foi lançada pela rainha Elizabeth da Boêmia, que era então exilada com seu marido, Frederico V. Durante o próximo século e meio, o palácio mudou de proprietários, através das mãos da família Nassau, o rei da Prússia e várias estatúderes até que a República Batava, fundada em 1795, o cedeu para o povo holandês. Luís Bonaparte, irmão de Napoleão, nomeado rei da Holanda, viveu lá entre 1805 e 1807. Quando Guilherme I foi proclamado rei, fez de Huis ten Bosch uma de suas residências oficiais. O lugar se tornou um dos favoritos de vários membros da Família Real. Durante a Primeira Guerra Mundial era a casa principal da rainha Guilhermina. A rainha e sua família foram forçados a fugir do palácio para o Reino Unido (e de lá para o Canadá) quando o exército alemão invadiu o país durante a Segunda Guerra Mundial, em maio de 1940. O comando nazista tinha planos para demolir o palácio, mas o administrador do edifício foi capaz de convencer os invasores a poupá-lo. No entanto, sofreu danos que o tornaram inabitável. Entre 1950 e 1956 foram realizados trabalhos de restauração e depois voltou a ser uma residência real. Em 1981 voltou a ser a residência principal. Desde a sua construção, passou por várias reconstruções de importância e, atualmente, é constituído por um corpo central com duas asas de grande porte. Seu comprimento é de aproximadamente 110 metros de uma ponta a outra. As pinturas na "Sala Laranja" datam de 1648 e 1651, sendo realizadas por uma série de pintores que foram selecionados por Jacob van Campen e Huygens Constantijn em cooperação com Amália von Solms. Os artistas foram alunos ou trabalharam no estilo de Rubens e foram considerados os mais importantes pintores holandeses a trabalhar no gênero das cenas de história. A decoração da sala é tida como uma das maiores realizações artísticas do Século de Ouro Holandês. O conjunto foi concebido como um memorial para Frederico Henrique e mostra 31 obras de grande formato e outras menores. Além de Jacob van Campen, que dirigiu os trabalhos gerais, colaboraram os pintores , , , , Jan Lievens, , , Gonzales Coques, Jacob Jordaens, , e .
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