A cultura de Omari (ou Omariana) desenvolve-se entre 4600-4 400 a.C. e é conhecida a partir da aldeia de Omari (subdividida em A, B, C, D, E, F, Fa e G) e do sítio de Gebel Hof, localizados próximos da cidade de Heluã a uma distância significativa do Nilo: "Em termos de geomorfologia, Omari não foi um adequado ambiente do rio Nilo; porém, durante o período subpluvial do Neolítico ele forneceu importantes e atraentes recursos ecológicos e geológicos para seres humanos viverem lá". Segundo Debono e Mortensen a cultura desenvolveu-se entre as Cultura de Merinde e Maadi-Buto, contudo, estimativas de Kaiser e Hassan afirmam que tal cultura desenvolveu-se contemporaneamente com a fase final de Merinde, e Hassan complementa afirmando que Omari é 500 anos mais velha que Maadi-Buto. Além disso, foram constatadas semelhanças entre as indústrias líticas de Merinde, Omari e Faium, embora isto ainda não possa ser visto como prova conclusiva de ligação entre os sítios em vista da enorme quantidade de divergências entre as culturas. Especula-se que, embora estas culturas tenham presumivelmente uma origem africana, elas foram influenciadas em sua cerâmica pelo estilo do neolítico palestino e, em certo ponto, também em sua economia. Midant-Reynes, assim como Debono e Mortensen, em vista da presença de artefatos do final do paleolítico nos sítios neolíticos e a constatação de que houve uma cultura epipaleolítica na região de Heluã, supõe-se sem muita contradição de que os habitantes de Omari foram descendentes de caçadores-coletores do período anterior.
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Discovered by embedding cosine similarity (sentence-transformers MiniLM, 384-dim).