Controvérsia da Revolução foi um debate entre escritores ingleses sobre a Revolução Francesa, logo após o levante. Segundo Marilyn Butler, foram seis anos de discussões, desde os primeiros comentários, em 1789, até a introdução de medidas para interromper a circulação de ideias radicais, fossem elas impressas ou faladas, pelo governo “Pitt”, em 1795. A maioria dos britânicos celebraram a queda da Bastilha em 1789, acreditando que a monarquia da França deveria ser substituída por uma forma representativa de governo. No entanto, em dezembro de 1795, após o Reinado do Terror e da guerra com a França, foram poucos que ainda apoiaram a causa francesa. Em 1790, na obra Reflexões sobre a Revolução em França, o inglês Edmund Burke inflamou outros pensadores que rebateram suas ideias de patriotismo e apoio à conservação do sistema aristocrático de governo. As réplicas de William Godwin, Thomas Paine e Mary Wollstonecraft conduzem o debate com tons republicanos, socialistas e anarquistas. Os temas articulados por aqueles que responderam Burke se tornaram uma característica central do movimento radical operário na Grã-Bretanha no século XIX e do Romantismo. Alfred Cobban chama o debate que entrou em erupção de "talvez a última discussão real dos fundamentos da política" na Grã-Bretanha.
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