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esquizoanálise

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Schizoanalysis (or ecosophy, pragmatics, micropolitics, rhizomatics, or nomadology) (; schizo- from Greek [], meaning 'to split') is a set of theories and techniques developed by philosopher Gilles Deleuze and psychoanalyst Félix Guattari, first expounded in their book Anti-Oedipus (1972) and continued in their follow-up work, A Thousand Plateaus (1980).

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philosophy

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A esquizoanálise é um campo de práticas e saberes inaugurado pela obra conjunta do filósofo Gilles Deleuze com o psicanalista Félix Guattari e foi formulada pela primeira vez no livro O Anti-Édipo. Esta obra inaugural consiste em uma crítica contundente à concepção psicanalítica do desejo que, segundo os dois autores, estaria atrelada à falta e à castração. A crítica da esquizoanálise, assim, emerge como um questionamento ativo de duas linhas gerais de reflexão que estariam por se esgotar, a primeira seria a vertente estruturalista que, fixando-se no âmbito do simbólico, estaria promovendo o despotismo do significante, e a segunda seria a forma de pensamento ancorada na representação e na identidade, da qual se deveria libertar estabelecendo a primazia ontológica da diferença. A esquizoanálise consiste, assim, em um campo pós-estrutural que articula conhecimentos de diversas disciplinas, como a , , , , , e . A crítica esquizoanalítica à representação e à identidade possui íntima relação com a pragmática, no sentido em que a preocupação do pensamento se desloca de uma ontologia dedicada a pensar uma suposta essência das coisas para os questionamentos sobre os seus processos de diferenciação, ou seja, grosso modo, dedica-se a pensar o funcionamento, mais do que a identidade. Estes fluxos de diferenciação, por sua vez, podem ser de diversos tipos: semióticos, linguísticos, corpóreos, assignificantes, etc, de onde advém as frequentes articulações entre os diversos campos do saber. A esquizoanálise, assim, apesar das suas diversas articulações, não deve ser erroneamente conceituada como um campo meramente poético ou mesmo ideológico, dado que o primado da sua teoria é a de, agenciada ao mundo, produzir efeitos. A crítica esquizoanalítica à psicanálise se pauta profundamente em um debate entre materialismo e idealismo, compreendendo a psicanálise como um campo centrado nos conceitos de falta e de transcendência, opondo a ele os conceitos de excesso e de imanência. Parte importante dessas críticas, assim, referem-se à concepção freudiana de inconsicente, segundo os autores, representacional e teatral, a que se deveria opor uma concepção produtiva, marcada por fluxos e intensidades. Neste sentido, estabelece-se uma crítica ao excesso de importância dado pela psicanálise da época ao Complexo de Édipo, e o lugar das teorias triangulares de subjetivação centradas na família é exposto, sendo proposto em seu lugar um processo histórico-mundial. A tentativa de inauguração de uma psicologia materialista por parte dos autores traz consigo, assim, a ideia de máquina no lugar do teatro e um campo histórico, econômico e desejante que investe o campo social sem, necessariamente, uma mediação familiar ou familista. Atualmente, a esquizoanálise tem-se difundido como campo autônomo à psicanálise, influenciando áreas tão diversas quanto a psicologia, a atropologia, o teatro e a literatura muito embora existam importantes aproximações entre ela e a psicanálise contemporânea, em parte por conta de novas leituras das obras tardias do psicanalista francês Jaques Lacan. Assumindo positivamente os questionamentos à psicanálise, a clínica da perspectiva esquizoanalítica é um processo de análise dos modos de subjetivação de sujeitos e grupos em suas relações com as instituições e com o mundo. Uma clínica construtivista que tensiona as explorações sociais e afetivas operando na ordem das micropolíticas, desconstruindo modelos de representação e ativando as potências revolucionárias do desejo. Essa clínica das diferenças contribui para a prática terapêutica com seus dispositivos de problematizações frente a discursos e saberes/fazeres. Para esta abordagem o sujeito deve estar além de seus diagnósticos que, por vezes, podem impedi-lo de usufruir plenamente de suas potências, pois os cristalizam a identidades pouco maleáveis. Ainda possibilita olhares e ações mais da ordem da experimentação do que da interpretação, fundamentada em outros modos de singularização. Desse modo, a esquizoanálise também fornece ferramentas conceituais que podem ser acionadas por todos profissionais da saúde, teóricos em geral e psicólogos de diversas áreas, em uma concepção que visa a ética nas relações e deseja construir novos processos terapêuticos.

Abstract from DBpedia / Wikipedia · CC BY-SA