Civil War in Ivory Coast from November 2010 to April 2011
A Segunda Guerra Civil na Costa do Marfim eclodiu em fevereiro de 2011 quando começaram os combates entre as forças leais ao presidente eleito e o governo de facto no oeste do país. O conflito armado ocorreu devido à escalada de violência com a crise política causada pela recusa do presidente derrotado Laurent Gbagbo em aceitar a vitória do líder da oposição Alassane Ouattara por uma estreita margem no segundo turno das eleições presidenciais em 28 de Novembro de 2010. Gbagbo contava com a lealdade das forças armadas para permanecer no poder, mas com uma forte rejeição por parte dos cidadãos e da comunidade internacional. Depois de ficar claro as posições de ambos os lados, toda a comunidade internacional (notavelmente a União Europeia, Estados Unidos, a Organização das Nações Unidas, a União Africana e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) se posicionou favorável aos resultados proclamados pela Comissão Eleitoral que deram Ouattara como o vencedor nas eleições. Depois de meses de negociações infrutíferas e de violência esporádica entre partidários de ambos os lados, protestos reprimidos pelo exército e pela polícia e ataques a adversários políticos entre os diferentes lados, a crise tornou-se uma guerra civil quando as milícias de Ouattara tomaram o controle do norte do país em março de 2011 e Gbagbo entrincheirou-se na antiga capital e maior cidade, Abidjã. As organizações internacionais relataram inúmeros casos de violações dos direitos humanos por ambos os lados, particularmente na cidade de , onde em 29 de março, pelo menos 800 pessoas foram massacradas por militantes dos dois lados. Embora as tropas rebeldes avançassem ao sul, tomando a nova capital de Iamussucro em 30 de março sem resistência, as forças da ONU e da França deram apoio militar às forças do mandatário eleito. No dia seguinte, as milícias de Ouattara entraram em Abidjã produzindo uma terrível batalha na cidade, cerca de 2.000 a 3.000 rebeldes entraram nela embora o presidente eleito declarou toque de recolher por três dias. Enquanto as tropas internacionais intervieram especialmente nos combates pela cidade, Gbagbo havia deixado apenas uma pequena fração de suas forças, a maioria de sua guarda pessoal e jovens militantes, muitos dos seus oficiais haviam desertado passando ao lado inimigo ou fugido do país. A foi encerrada com a captura de Gbagbo em sua residência em 11 de abril oficialmente terminando também a guerra civil.
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