O termo Pedagogia se origina do grego antigo: paidos (“criança”) e gogía (“conduzir” ou “acompanhar”). Constituindo o conceito paidagogós (pessoas incumbidas de cuidar e ensinar as crianças). Fazia menção ao escravo que levava os meninos à escola e era encarregado também de dar formação (Paidéia), intelectual e cultura. Social: é aquilo que se refere a relações, sociabilidade, viver e atuar no coletivo. A Pedagogia Social surgiu da necessidade de proporcionar metodologias educativas específicas para grupos em necessidades, para a superação de conflitos sociais, para a prevenção de situações de risco e de vulnerabilidade social [(Cf. CALIMAN, G. Pedagogía social. In: PRELLEZO, J.M. (Org). Diccionario de Ciencias de la Educación. Madrid: Editorial CCS, 2009. p. 889-890 ISBN 978-84-9842-317-4 ]. CALIMAN assim conceitua a Pedagogia Social, no Diccionário de Ciencias de la Educacion: "A Pedagogia Social é uma ciência; ciência prática; ciência normativa; ciência descritiva; ciência que produz tecnologia educacional; ciência orientada para indivíduos e grupos; numa relação de cuidado e ajuda; como promotora nas pessoas da capacidade de administrar seus riscos e emancipar sujeitos historicamente oprimidos; através de programas e instituições socioeducativas". Pedagogia Social se trata de uma ciência prática da educação (porque tem como objetivo a socialização do sujeito), não formal, que se propõe a ser uma forma pedagógica e educacional de trabalho social, que justifica e compreende em termos ampliados a tarefa da socialização, orientando-se em realizar a prática da educabilidade humana voltada para pessoas que se encontram em condições sociais desfavoráveis, tendo uma de suas características peculiares a sua multiplicidade de definições".
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