list of thirty-five Anglo-Saxon tribes
Hidas da Inglaterra (em inglês antigo: Tribal Hidage; em latim: De numero hidarum in Anglia) é uma lista de 35 tribos composta na Britânia anglo-saxônica em algum momento entre os séculos VII e IX. Inclui alguns reinos independentes e outros pequenos territórios e atribui um número de hidas para cada um. A lista de tribos é chefiada pela Mércia e consiste quase exclusivamente dos povos que viveram ao sul do estuário de Humber e territórios que cercavam a Mércia, alguns dos quais nunca identificados pelos estudiosos. O valor de 10 000 hidas à Saxônia Ocidental é o maior: foi sugerido que foi um exagero deliberado. O objetivo original da obra permanece desconhecido: muitos estudiosos acreditam que foi uma lista de tributo criada por um rei, mas outras propostas foram sugeridas. Os valores do texto podem ser puramente simbólicos e meramente refletem o prestígio de cada território, ou podem representar um exemplo antigo de escrituração. Muitos estão certos de que foi criado na Mércia, que dominou o sul da Britânia anglo-saxã até o começo do século IX, mas outros argumentam que o texto era da Nortúmbria. O texto foi de grande importância aos historiadores desde meados do século XIX, parcialmente porque menciona territórios não registrados em outros documentos. As tentativas de ligar os nomes na lista com lugares modernos são altamente especulativas e todas resultam em mapas a serem tratados com cautela. Três versões diferentes (ou recensões) do texto sobreviveram, duas das quais assemelham-se: uma do século XI formada em parte pela miscelânea de obras; a outra contém um tratado latino do século XVII; a terceira, que sobreviveu em 6 manuscritos medievais, tem omissões e variações de escrita. Todas parecem se basear num mesmo manuscrito perdido: historiadores foram incapazes de estabelecer a data à compilação original. O texto foi usado para construir teorias sobre a organização política anglo-saxã, e dá luz sobre a Mércia e seus vizinhos no tempo quando foi hegemônica sobre outros povos. Foi usado para apoiar teorias sobre a origem e localização das tribos anglo-saxãs e como foram sistematicamente taxadas e governadas por outras. Alguns historiadores propuseram que o texto não é uma lista de povos, mas de áreas administrativas.
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