File:Istanbul_-_Museo_archeol._-_Tyche_e_Plutone_-_sec._II_d.C._-_Foto_G._Dall'Orto_28-5-2006.jpg · Wikimedia Commons · See Wikimedia Commons
Key facts
- Deity.type
- Greek
- Deity.name
- Tyche
- Deity.deity_of
- Goddess of Fortune
- Deity.member_of
- the Oceanids
- Deity.image
- Istanbul - Museo archeol. - Tyche e Plutone - sec. II d.C. - Foto G. Dall'Orto 28-5-2006.jpg
- Deity.caption
- Polychrome marble statue depicting Tyche holding the infant Plutus in her arms, 2nd century AD, Istanbul Archaeological Museum
- Deity.affiliation
- <!-- or
- Deity.associate
- -->
- Deity.cult_center
- <!-- or
- Deity.cult_centre
- -->
- Deity.artifacts
- <!-- or
- Deity.artefacts
- -->
- Deity.symbol
- Mural crown
- Deity.consort
- <!-- or
- Deity.consorts
- -->
- Deity.parents
- Oceanus and Tethys orZeus and Aphrodite orPrometheus
- Deity.siblings
- Oceanids, the river gods
- Deity.Roman_equivalent
- Fortuna
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Wikidata facts
- Instance of
- water deity
- Gender
- female
- Father
- Hermes
- Mother
- Aphrodite
- Image
- Tyche Antioch Vatican Inv2672.jpg
- Said to be same as
- Fortuna
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- Commons category
- Tyche
- worshipped by
- Ancient Greek religion
- described by source
- The Nuttall Encyclopædia
- unmarried partner
- Agathodaemon
- different from
- Tyche
- name in native language
- Τύχη
Sources (2)
via Wikidata · CC0
Article · Português
Tique (em grego: Τύχη, transl. Tykhe, "sorte"), nos antigos cultos gregos, era a divindade tutelar responsável pela fortuna e prosperidade de uma cidade, seu destino e sorte — fosse ela boa ou ruim. Sua equivalente na mitologia romana era Fortuna. O historiador grego Stylianos Spyridakis expressou de maneira concisa a atração de Tique para o mundo helenístico, repleto de violência arbitrária e reveses desprovidos de significado: "Nos anos turbulentos dos epígonos de Alexandre, uma percepção da instabilidade dos assuntos humanos levou as pessoas a acreditarem que Tique, a amante cega da Fortuna, governava a humanidade com uma inconstância que explicava as vicissitudes da época." Durante o período helenístico era comum que cada cidade venerasse sua própria versão icônica específica de Tique, vestindo uma coroa mural (uma coroa com o formato das muralhas da cidade). Na literatura estas versões recebiam diversas genealogias diferentes, por vezes como filha de Hermes e Afrodite, ou consideradas uma das Oceânides, filhas de Oceano e Tétis, ou Zeus Píndaro. Era associada a Nêmesis e ("bom espírito"), e venerada em Itanos, na ilha de Creta, como Tyche Protogeneia, associada à ("primogênita") ateniense, filha de Erecteu, cujo auto-sacrifício salvou a cidade. Em Alexandria, o Tiqueão (Tykhaeon), templo de Tique, foi descrito por Libânio como um dos mais magníficos de todo o mundo helenístico. Tique aparece em diversas moedas nos três séculos que antecedem o nascimento de Cristo, especialmente nas cidades ao redor do mar Egeu. Mudanças imprevisíveis da fortuna são a força-motriz nas complicadas tramas dos romances helenísticos, como ou Dáfnis e Cloé. Seu culto experimentou um ressurgimento durante outro período de mudanças turbulentas, os últimos dias do paganismo sancionado pelas autoridades, no fim do século IV, entre o reinado dos imperadores romanos Juliano e Teodósio I, que fechou definitivamente os templos. A eficácia de seu caprichoso poder alcançou respeitabilidade até mesmo nos círculos filosóficos da época, embora entre os poetas fosse um lugar-comum insultá-la como uma meretriz inconstante. Existiam templos dedicados a ela em Cesareia Marítima, Antioquia, Alexandria e Constantinopla. Na arte medieval era representada portando uma cornucópia, um timão emblemático e a Roda da Fortuna; por vezes é representada sobre esta roda, presidindo sobre todo o círculo do destino. Na arte de Gandara, Tique tornou-se intimamente associada à deusa budista [en]. O historiador grego Políbio acreditava que, sempre que não se descobrisse as causas de determinados eventos, tais como enchentes, secas ou geadas, estas causas podiam ser atribuídas com justiça a Tique. A constelação de Virgem por vezes é identificada como a figura celestial de Tique, bem como outras deusas como Deméter e Astreia. Na peça de Sófocles sobre Édipo, quando perguntam em qual deidade ele acredita, Édipo responde que Tique, naquela época sinônimo de acaso, ou acaso divino.
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