
timpanometria
Sign in to saveexame audiológico utilizado para medir a mobilidade do sistema timpano-ossicular
Key facts
- Diagnostic.Name
- Tympanometry
- Diagnostic.Image
- Tympanometry.svg
- Diagnostic.MeshID
- D000158
- Diagnostic.MedlinePlus
- 003390
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Wikidata facts
- Image
- Tympanometry.png
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- Commons category
- Tympanometry
- studied by
- audiology
Sources (3)
via Wikidata · CC0
Article · Português
A timpanometria é um exame objetivo utilizado para avaliar a função da orelha média, ou seja, a mobilidade do sistema tímpano-ossicular (membrana timpânica e ossos de condução do som), criando variações da pressão do ar no canal auditivo (meato acústico externo). A timpanometria (medida diâmica), faz parte da bateria de testes da imitância acústica. A base do equipamento de medidas de imitância acústica, usado até os dias atuais, é composto por um gerador de tom puro, um microfone para monitorar esse tom puro e o pessurizador que vai fazer a pressão na orelha externa variar entre +200da Pa e -400da Pa (podendo estender-se até -600daPa, se necessário). O resultado dessa medida é plotado em um gráfico denominado timpanograma, no qual é possível identificar a pressão do pico timpanométrico (PPT), onde ocorre o ponto de máxima admitância, e a altura do pico timpanométrico, comumente denominado volume do pico de admitância. Outra medida importante é o volume equivalente no meato acústico externo. Ao utilizarmos o tom de sonda de 226Hz e monitorá-lo no ponto de +200da Pa de pressão no MAE, a admitância é numericamente igual ao volume do meato acústico externo. Assim, a admitância de um volume de ar de 1 mL, é igual a 1 mmho. Por esse motivo, na imitanciometria com tom de sonda de 226Hz, é possível fazer a medida de admitância em ml. Ao usar frequências mais altas como tom de sonda, é necessário mudar a medida para mmho, já que a medida não se comporta da mesma forma. A timpanometria auxilia no diagnóstico de alterações na orelha média e de perdas auditivas, tanto em adultos, quanto em crianças. Na avaliação da perda auditiva, a timpanometria permite uma distinção entre perda auditiva neurossensorial e condutiva. Além disso, pode ser útil no diagnóstico da otite média, demonstrando a presença de acúmulo de líquido na cavidade da orelha média por meio da curva timpanométrica. O exame não deve ser usado para avaliar a sensibilidade da audição, e seus resultados devem sempre ser vistos em conjunto com a avaliação da audiometria. Instrução ao paciente O paciente deve saber também que o teste pode ser interrompido caso haja um grande desconforto. A instrução para realização das medidas de imitância acústica geralmente é: " Será colocada uma pequena sonda com uma ponta de borracha, ajustada à orelha. Você sentirá uma variação de pressão no ouvido por alguns segundos. O procedimento é automático , portanto, não precisa responder a nada. Apenas evite movimentos bruscos, falar e engolir por alguns segundos." Contraindicações A timpanometria é contraindicado em caso de presença de corpo estranho, otorréia, perfuração de tímpano e presença de excesso de cerume no meato acústico externo. Por esse motivo, é recomendável realizar uma inspeção do meato acústico externo antes da realização do procedimento. Em casos de desconforto diante de sons intensos como na hiperacusia, o exame não deve ser realizado, a não ser se houver uma solicitação do médico que conduz o caso. Apesar de não haver uma determinação sobre o espaço de tempo em que seja seguro realizar as medidas de imitância acústica com pressurização após uma cirurgia otológica, a Britsh Society of Audiology (BSA)não recomenda a realização da timpanometria em casos de cirurgia recente. O médico otorrinolaringologista que acompanha o caso deverá indicar o momento ideal, dependendo do tipo de cirurgia realizada. Procedimento Para que seja realizada a pesquisa da timpanometria, é necessário fazer previamente uma meatoscopia (exame da orelha com um otoscópio), para garantir que o meato acústico externo (MAE) não esteja com excesso de cerúmen, impedindo a passagem do som, e, consequentemente, a realização do exame. A Timpanometria é iniciada inserindo uma sonda no MAE. Uma vez obtida a vedação do MAE, ocorre uma modificação da pressão na orelha, associada a geração de um tom puro que mede as respostas da membrana timpânica ao som em diferentes pressões. Isso produz uma série de dados que medem variação da admitância, registrados no timpanograma. Um tom de sonda de 226 Hz é gerado pelo equipamento no MAE, onde o som atinge a membrana timpânica, causando vibração nos ossos de condução do som na orelha média. Parte desse som é refletido de volta e captado pelo microfone da sonda. A maioria dos problemas da orelha média resulta em enrijecimento do sistema tímpano-ossicular, o que faz com que uma maior quantidade de som seja refletido de volta. Enquanto 226 Hz é o tom de sonda mais comum para a realização da timpanometria, outros tons podem ser utilizados. Em crianças com menos de 6 meses de idade, é recomendado a utilização do tom de sonda de 1000 Hz, que tem demonstrado resultados mais precisos. Há ainda a timpanometria com tom de sonda multifrequencial, que utiliza a faixa de frequência entre 250 e 2000 Hz, e que auxilia na identificação de anormalidades ossiculares. A admitância é como a energia é transmitida através da orelha média. O instrumento mede o som refletido e o expressa como uma admitância ou compliância, registrando os dados em um gráfico conhecido como timpanograma. Normalmente, a pressão do ar no MAE é a mesma que a pressão ambiente. Além disso, em condições normais, a pressão do ar na orelha média é aproximadamente a mesma que a pressão ambiente, pois a Tuba Auditiva se abre periodicamente para ventilar a orelha média e equalizar a pressão. Em um indivíduo saudável, o som máximo é transmitido através da orelha média quando a pressão do ar ambiente no MAE é igual à pressão na orelha média.
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