protestos na Espanha que começaram em 2011
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Os protestos de 2011 na Espanha, chamados por alguns meios espanhóis de Movimiento 15-M, Indignados e Spanish revolution, são uma série de protestos espontâneos de cidadãos inicialmente organizados pelas redes sociais e idealizados em primeiro momento pela plataforma civil e digital ¡Democracia Real Ya! (em espanhol: Democracia Real Já!), que obteve nessa fase inicial o apoio de mais de duzentas pequenas associações. Começaram em 15 de maio de 2011, com uma convocação em cinquenta e oito cidades espanholas. Tratam-se de protestos pacíficos que reivindicam uma mudança na política e na sociedade espanhola, pois os manifestantes consideram que os partidos políticos não os representam nem tomam medidas que os beneficiem. No decorrer dos protestos, surgiu uma série de reivindicações políticas, econômicas e sociais heterogêneas, reflexo do desejo de seus participantes de mudanças profundas no modelo democrático e econômico vigente. Os protestos se iniciaram próximo às eleições municipais, marcadas para 22 de maio de 2011. Foram relacionados pela imprensa com a crise econômica de 2008, as medidas do governo em relação à crise, com o livro , de Stéphane Hessel, a problemática dos jovens que já não estudam mas tampouco encontram trabalho e o exemplo dos protestos no mundo árabe, em Portugal, Grécia e Islândia. Embora os manifestantes sejam um grupo heterogêneo, são também um exemplo claro de "novo movimento social" (NMS) — têm em comum a aversão à classe política, a petição do fim do bipartidarismo político entre os principais partidos, Partido Popular e Partido Socialista Operário Espanhol, o fim da corrupção e o respeito pelos direitos básicos, como habitação, trabalho, cultura, saúde, educação, participação política, livre desenvolvimento pessoal e direito a bens de primeira necessidade. Os protestos aparecem num momento em que a juventude está academicamente mais preparada do que nunca e em que, segundo a agência , 89% dos espanhóis creem que os partidos políticos pensam somente em si mesmos. A maior parte dos manifestantes é de jovens, mas também participam idosos e famílias inteiras. Todos eles têm repetido a natureza pacífica dos protestos, fato que também é refletido pela imprensa mundial. Os indignados em geral, como os chama a imprensa, e ¡Democracia Real Ya! em particular, desvincularam-se publicamente dos diversos incidentes ocorridos durante as manifestações. As concentrações prontamente adquiriram caráter próprio, tal qual afirmou ¡Democracia Real Ya!, que quis enfatizar que, apesar de ter feito o primeiro chamamento, não tem nada a ver com os acampamentos que se produziram em distintas cidades.
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Discovered by embedding cosine similarity (sentence-transformers MiniLM, 384-dim).
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