A Linha Aduaneira Interior (em inglês: Inland Customs Line), que incorporou a Grande Barreira da Índia (em inglês: Great Hedge ou Indian Salt Hedge), foi uma barreira alfandegária construída pelos britânicos em toda a Índia, principalmente para coletar o imposto sobre o sal. A alfândega foi iniciada enquanto a Índia estava sob controlo da Companhia Britânica das Índias Orientais, mas continuou no período de domínio britânico direto. A linha teve o seu início numa série de que se estabeleceram em Bengala, em 1803, para evitar o contrabando de sal que procurava contornar o imposto. Essas casas alfandegárias foram formadas em uma barreira contínua que foi colocada sob o controle do Departamento de Alfândega do Interior em 1843. A linha foi gradualmente expandida à medida que mais território foi colocado sob controlo britânico até cobrir uma distância de mais de 4000 km, muitas vezes correndo ao longo de rios e outras barreiras naturais. Na sua maior extensão, estendeu-se do Punjab, no noroeste, até chegar ao estado principesco de Orissa, perto da Baía de Bengala, no sudeste. A linha foi inicialmente feita de material morto e espinhoso, como ramos de ameixa-indiana, mas acabou evoluindo para uma cerca viva que chegava a 3,7 m de altura e que foi comparada à Grande Muralha da China. O Departamento de Alfândega do Interior empregou funcionários alfandegários, jemadares e outros homens para patrulhar a linha e prender contrabandistas, atingindo um pico de mais de 14 000 funcionários em 1872. A linha e a cerca foram consideradas uma violação da liberdade dos indianos e em oposição às políticas de livre comércio e foram abandonadas em 1879, quando o imposto foi aplicado no ponto de fabrico e os britânicos controlaram o lago Sambhar no Rajastão. O próprio imposto sobre o sal permaneceria em vigor até 1946.
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