
Also known as Jair Messias Bolsonaro, Bolsonaro, President Bolsonaro, President Jair Bolsonaro, Presidente Jair Bolsonaro, Presidente Bolsonaro
38.º presidente do Brasil (2019–2023)
Jair Bolsonaro is a Brazilian politician and former military officer who served as the country's president from 2019 to 2023, after spending nearly three decades as a member of Congress. His presidency matters because Brazil is South America's largest country, making its leadership significant for the region and globally.
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Jair Messias Bolsonaro GOMM (Glicério, 21 de março de 1955) é um militar reformado e político brasileiro, atualmente filiado ao Partido Liberal (PL). Foi o 38.º presidente do Brasil, de 1.º de janeiro de 2019 a 1.º de janeiro de 2023, tendo sido eleito pelo Partido Social Liberal (PSL). Foi deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 1991 e 2018. Nasceu no município de Glicério, no interior do estado de São Paulo, mas morou em várias outras cidades paulistas ao longo de sua infância. Em 1966, sua família se estabeleceu em Eldorado, no Vale do Ribeira, onde passou a adolescência com seus cinco irmãos. Começou sua carreira militar no município fluminense de Resende, após formar-se na Academia Militar das Agulhas Negras em 1977. Posteriormente, serviu nos grupos de artilharia de campanha e paraquedismo do Exército Brasileiro. Tornou-se conhecido do público em 1986, quando escreveu um artigo para a revista Veja criticando os baixos salários dos militares, texto pelo qual foi preso e detido por quinze dias. Um ano depois, a mesma revista o acusou de planejar plantar bombas em unidades militares, o que ele negou. Após ser condenado em primeira instância, o Superior Tribunal Militar o absolveu dessa acusação em 1988. Transferiu-se para a reserva no mesmo ano com o posto de capitão e concorreu à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sendo eleito vereador como membro do Partido Democrata Cristão (PDC). Em 1990, Bolsonaro foi eleito para a câmara baixa do Congresso Nacional, cargo para o qual foi reeleito seis vezes. Durante seu mandato de 27 anos como congressista, ficou conhecido por seu conservadorismo social e por diversas polêmicas, principalmente por ser um vocal opositor dos direitos LGBT e por declarações classificadas como discurso de ódio, que incluem a defesa das práticas de tortura e assassinatos cometidos pela ditadura militar brasileira. Tido como um político polarizador, seus pontos de vista e comentários, amplamente descritos como de extrema-direita e populistas, atraíram elogios e críticas no Brasil e no mundo. Bolsonaro foi anunciado como pré-candidato à presidência em março de 2016 pelo Partido Social Cristão (PSC), mas sua campanha presidencial foi lançada pelo PSL em agosto de 2018, quando passou a se apresentar como um candidato antissistema, pró-mercado e defensor de valores familiares. Após disputar o segundo turno das eleições gerais de 2018 com Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), foi eleito com o apoio de 55,1% dos votos válidos. Seu governo se caracterizou por forte presença de ministros de formação militar, alinhamento internacional com países governados pela direita populista e por políticas antiambientais, anti-indigenistas e pró-armas. Foi também responsável por um amplo desmonte das políticas e órgãos da cultura, da ciência e da educação, além de promover repetidos ataques às instituições democráticas e fazer maciça divulgação de notícias falsas ou enganosas. A média de crescimento do PIB foi de cerca de 1,5% ao ano, a pior dos últimos governos, embora parte desse desempenho fraco possa ser atribuído à crise sanitária e econômica internacional. Os índices de criminalidade e desemprego caíram, mas o trabalho se tornou mais precário, a inflação subiu, a renda média do trabalhador teve perdas reais, os índices de renda per capita, desigualdade e pobreza atingiram os piores níveis desde 2012, e o Brasil voltou ao Mapa da Fome, com mais de 58% da população experimentando algum grau de insegurança alimentar em 2022 e mais de 33 milhões de pessoas passando fome. Sua administração envolveu-se em uma série de controvérsias e vários dos ministros que haviam sido indicados originalmente deixaram seus cargos e criticaram o governo. A resposta de Bolsonaro à pandemia de COVID-19 no Brasil também foi reprovada em todo o espectro político e apontada como negacionista, depois que ele minimizou os efeitos da doença, defendeu tratamentos sem eficácia comprovada, desestimulou a vacinação, o uso de máscaras de proteção e as medidas de distanciamento social, e postergou a compra de vacinas, posturas que contribuíram para a ocorrência de até 400 mil óbitos evitáveis no total de mais de 600 mil mortes registradas no país durante a pandemia. Sua atuação durante a crise sanitária fez com que fosse condenado no Tribunal Permanente dos Povos por crime contra a humanidade. Nas eleições de 2022, foi derrotado no segundo turno por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sendo o primeiro presidente do Brasil a não conseguir se reeleger desde a instituição da reeleição em 1997.
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