Also known as Maria Perpétua Calafate de Souza
senhora de engenho portuguesa acusada de bruxaria
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Maria Perpétua Calafate de Souza (Portugal, 1790 - Ilha de São Sebastião-SP, 1817) foi uma suposta bruxa luso-brasileira. Maria Perpétua era uma imigrante portuguesa que se mudou para o Brasil, indo morar na Ilha de São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Perpétua, como era mais conhecida, era famosa por suas supostas ligações com o diabo. Por volta de 1812, ela foi denunciada ao padre da paróquia local, por alguns moradores, recebendo acusação de bruxaria e feitiçaria. Entre os denunciantes estava o capitão Domingos, o comerciante de escravos mais importante da região. Segundo consta, Perpétua teve um desentendimento com Joana, uma das escravas do capitão Domingos, e jurou vingar-se. Coincidentemente, alguns dias depois, Joana adoeceu e, em seguida, veio a falecer. O capitão Domingos, junto com outros moradores da Ilha, deu queixa ao padre do vilarejo acusando Perpétua de ter feito um feitiço para matar a escrava. O ocorrido foi levado ao conhecimento do governador da capitania de São Paulo (cidade) e a casadela foi inspecionada pelas autoridades. Além de diversos apetrechos de magia, foi encontrada uma orelha humana seca. Como consta em seu atestado de óbito, Perpétua foi morta a facadas pelo próprio marido no dia 23 de outubro de 1817 com 27 anos de idade, por isso não foi levada a julgamento.
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