Also known as FP-25, FP 25 de abril
organização terrorista portuguesa (1980-1991)
As Forças Populares 25 de Abril (FP-25)) foram uma organização terrorista de extrema-esquerda que operou em Portugal entre 1980 e 1987 tendo sido lideradas por Otelo Saraiva de Carvalho. O seu nascimento é o resultado de uma cisão das Brigadas Revolucionárias, motivada pela tentativa destas em radicalizar a luta armada, promovendo maior violência se necessária letal, contra pessoas, através de baleamentos e assassinatos e raptos. A cisão aconteceu, após a prisão da maioria dos dirigentes do PRP/BR em 1978. Esta organização terrorista Portuguesa de extrema-esquerda criada no início dos anos 70 foi também ela fruto de uma cisão do PCP. Para a nova organização transferem-se a maioria dos seus militantes, armas e uma parte significativa das sedes partidárias. Entre 1980 e 1987, as FP-25 foram diretamente responsáveis por 14 mortes, inclusive uma criança — às quais acrescem ainda as mortes de 6 dos seus operacionais — dezenas de baleamentos, atentados com explosivos, assaltos a bancos, empresas e viaturas de transporte de valores. O grupo foi desmantelado pela operação Orion, a maior operação policial jamais realizada em Portugal, que levou à detenção de mais de 70 operacionais e respectivos dirigentes e à apreensão de vários documentos incriminatórios. Os réus seriam mais tarde acusados e condenados pelo Tribunal, pelo crime de pertencerem a uma organização terrorista e atentarem contra o estado de direito. No plano legal, o julgamento dos actos imputados ao maior grupo terrorista, criado em Portugal em democracia, foi interrompido pela intromissão do poder político na decisão judicial. A maioria parlamentar, composta pelo PS e pelo PCP, veio a aprovar uma amnistia, para os envolvidos no crime de associação terrorista. Este perdão foi aprovada a pedido do Presidente da República, Mário Soares, que já antes tinha tentado a comutação das penas através da promulgação de vários indultos. Para os crimes de sangue, a dificuldade em identificar os autores materiais, quase 20 anos depois dos primeiros assaltos, baleamentos e assassinatos tornou a prova material mais difícil. De qualquer maneira, o Ministério Público, por lapso ou incompetência, não foi capaz de recorrer da sentença dos crimes de sangue, levando à prescrição dos mesmos. As figuras mais conhecidas vinculadas às FP-25 foram Otelo Saraiva de Carvalho, José Mouta Liz e Pedro Goulart, entre outros.
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