Also known as 17Anon, Qult, Qultists, Q, Q Anon
teoria da conspiração e movimento de extrema-direita americano
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QAnon ( /ˌkjuːəˈnɒn/) ou simplesmente Q, é uma teoria da conspiração de extrema-direita, criada nos Estados Unidos, que alega haver uma cabala secreta, formada por adoradores de Satanás, pedófilos e canibais, que dirige uma rede global de tráfico sexual infantil e que esteve conspirando contra o ex-presidente Donald Trump e os seus apoiantes, durante o seu mandato. A conspiração teria sido engendrada com base num plano secreto do denominado de "Estado Profundo" (deep state). Tal teoria conspiracionista teria surgido em outubro de 2017, no imageboard anônimo 4chan, por meio de um post escrito por um indivíduo anônimo, presumivelmente norte-americano, e que usava o pseudônimo de Q, o qual, provavelmente, passou a ser compartilhado, depois, por um grupo de pessoas. Q alegava ter acesso a informações classificadas sobre oponentes do governo Trump e acusou (falsamente) muitos atores liberais de Hollywood, políticos democratas e altos funcionários de se envolverem em um círculo internacional de tráfico sexual de crianças. Alegou também que Donald Trump fingiu conluio com os russos a fim de recrutar Robert Mueller para se juntar a ele na exposição do círculo e impedir um golpe de Estado liderado por Barack Obama, Hillary Clinton e George Soros. Os adeptos do QAnon normalmente marcam suas postagens nas mídias sociais com a hashtag #WWG1WGA, representando o lema "onde for um, vamos todos nós". A teoria da conspiração, disseminada principalmente pelos apoiadores do presidente Trump sob os nomes A tempestade e o grande despertar - preceitos e vocabulário de QAnon que estão intimamente relacionados aos conceitos religiosos de milenarismo e apocalipticismo - foi caracterizada como "infundada" "transtornada", e "sem evidências". Seus defensores foram chamados de "um culto à conspiração enlouquecido" e "alguns dos fãs mais extravagantes de Trump da Internet". Segundo Travis View, que estudou o fenômeno QAnon e escreveu sobre ele extensivamente para o The Washington Post, a essência dessa teoria conspiratória é a seguinte: Existe uma cabala mundial de pedófilos que adoram Satanás e que governam o mundo; essencialmente, eles controlam tudo. Controlam os políticos e controlam a mídia. Controlam Hollywood e encobrem sua existência. E eles teriam continuado a governar o mundo, não fosse a eleição do presidente Donald Trump, que foi eleito para acabar com a cabala e cujas lutas nos bastidores estão sendo reveladas por "Q". "A Tempestade" é um evento antecipado, no qual milhares de pessoas, membros da cabala, serão presas, possivelmente enviadas para a prisão da Baía de Guantánamo, ou enfrentarão tribunais militares, e os militares dos EUA assumirão brutalmente o país. O resultado será a salvação e uma utopia na terra. Os seguidores de QAnon começaram a aparecer nos comícios da campanha de reeleição de Trump durante o verão de 2018. A personalidade da TV e do rádio Michael "Lionel" Lebron, um promotor da teoria, recebeu uma oportunidade fotográfica com o presidente Trump, no Salão Oval, em 24 de agosto de 2018. Bill Mitchell, um radialista que também promove a teoria conspiratória QAnon, participou de uma "cúpula de mídia social" da Casa Branca em julho de 2019. Horas depois de um relatório, publicado em agosto de 2019, segundo o qual o FBI havia tachado o QAnon como uma fonte potencial de terrorismo doméstico - a primeira vez que uma teoria da conspiração marginal foi avaliada pela agência - um homem agitou a multidão, antes que Trump falasse em um comício, usando o lema QAnon - "onde for um, vamos todos nós". Mais tarde, ele negou que fosse uma referência do QAnon.
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