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Ratanakiri (em quemer: រតនគិរី; pronúncia khmer: ) é uma província (khaet) do Camboja localizado no nordeste remoto. Faz fronteira com as províncias de Mondulkiri ao sul, Stung Treng ao oeste e os países do Laos e Vietnã ao norte e leste, respectivamente. A província estende-se desde as Montanhas Anamitas, no norte, através de um platô montanhoso entre os rios e , até as florestas tropicais caducifólias no sul. Nos últimos anos, a extração de madeira e mineração têm marcado o ambiente de Ratanakiri, conhecida por sua vegetação natural quase intacta. Por mais de um milênio, Ratanakiri foi ocupada por pessoas , que são uma minoria em outros lugares no Camboja. Durante o início da história da região, seus habitantes, Khmer Loeu, foram explorados como escravos pelos impérios vizinhos. A economia e o comércio de escravos terminou durante a era colonial francesa, mas uma dura campanha de khmerização após a independência do Camboja novamente ameaçou o modo de vida típico dos Khmer Loeu. O Khmer Vermelho construiu sua sede na província em 1960, e bombardeios durante a Guerra do Vietnã devastaram a região. Hoje, o rápido desenvolvimento da província está alterando os modos de vida tradicionais. Ratanakiri é pouco povoada, com seus quase 200 000 habitantes somando pouco mais de 1% da população total do país. Os residentes geralmente vivem em aldeias de 20 a 60 famílias e sobrevivem da . Ratanakiri está entre as províncias menos desenvolvidas do Camboja. Sua infraestrutura é pobre e o governo local é fraco. Os indicadores de saúde em Ratanakiri são extremamente pobres, com a expectativa de vida dos homens sendo de 39 anos e das mulheres de 43 anos. Os níveis de educação também são baixos, com pouco menos de metade da população analfabeta.
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