Also known as Srebrenica massacre, genocide in Srebrenica, massacre in Srebrenica
Matança de mais de 8 000 bósnios muçulmanos na região de Srebrenica durante a Guerra da Bósnia
In July 1995, Bosniak Muslims were systematically killed in Srebrenica, a town in eastern Bosnia, in what is widely recognized as genocide during the Bosnian War. This mass killing matters as a major atrocity of the 1990s Balkans conflict and a significant event in modern European history that prompted international legal proceedings and discussions about preventing future genocides.
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Massacre de Srebrenica, também conhecido como o Genocídio de Srebrenica foi o assassinato, de 11 a 25 de julho de 1995 de até 8 373 bósnios muçulmanos, de adolescentes a idosos, com idades variadas, na região de Srebrenica, município no leste da Bósnia e Herzegovina. As mortes foram perpetradas por unidades do Exército Bósnio da Sérvia, sob comando do General Ratko Mladić e com a participação de uma unidade paramilitar sérvia conhecida como "Escorpiões", parte do Ministério do Interior da Sérvia. Em abril de 1993, as Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que a região de Srebrenica era considerada uma área segura, sob proteção da organização. Porém, a ONU não conseguiu desmilitarizar o Exército da República da Bósnia e Herzegovina (ARBiH) da região, nem conseguiu forçar uma retirada das tropas ao redor de Srebrenica. A Força de Proteção das Nações Unidas, unidade 370, foi incapaz de impedir a captura da cidade pelo exército bósnio, nem o massacre subsequente. Em 2004, por unanimidade no julgamento do caso, na câmara de apelações do Tribunal Penal Internacional para a antiga Jugoslávia, em Haia, definiu que o massacre ocorrido contra os habitantes homens de Srebrenica constituía um genocídio, um crime sob jurisdição da lei internacional. A decisão do tribunal penal também foi apoiada pelo Tribunal Internacional de Justiça, em 2007. A transferência forçada e os estupros, entre 25 mil e 30 mil mulheres bósnias, crianças e idosas que acompanharam o massacre, também foram considerados como genocídio, quando acompanhados dos assassinatos e da separação dos homens. Em 2005, o então secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, descreveu o assassinato em massa de um dos piores crimes já cometidos em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial. Em uma mensagem no 10.º aniversário do massacre, ele escreveu que "enquanto a culpa estava, em primeiro lugar, naqueles que planejaram e realizaram o massacre e aqueles que ajudaram e abriram os assassinos, a ONU cometeu sérios erros de julgamento, enraizados em uma política de imparcialidade", descrevendo o Genocídio de Srebrenica como uma tragédia que assombraria a história da ONU para sempre. Em 2006, o Caso do Genocídio Bósnio foi apresentado ao Tribunal Internacional de Justiça e Sérvia e Montenegro foram absolvidas de responsabilidade direta ou cumplicidade no massacre, porém foram consideradas responsáveis por não fazerem o necessário ou mínimo para impedirem o genocídio ou para processar e responsabilizar os responsáveis diretos, em violação à Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio. A lista elaborada pela Comissão Federal Bósnia de Pessoas Desaparecidas contém 8 373 nomes, sendo 6 838 vítimas sido identificadas através de análises de DNA de partes de corpos recuperadas das covas coletivas. Cerca de 6 066 vítimas foram sepultadas no Memorial do Genocídio de Srebrenica.
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