Also known as Hammer of Witches
livro publicado no século XV, também conhecido como Martelo das Bruxas ou das Feiticeiras, era utilizado como manual ou guia dos inquisidores ensinando sobre o ódio, tortura e morte principalmente de mulheres consideradas bruxas ou feiticeiras
The "Malleus maleficarum" is a 15th-century treatise that provided guidelines for identifying and prosecuting people accused of witchcraft. It became influential in European witch trials and is historically significant as a document that shaped how authorities approached witchcraft allegations during a period when thousands were executed on such charges.
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"Martelo das Feiticeiras o qual destrói as bruxas e a sua heresia, como uma espada de dois gumes" (do latim "Malleus Maleficarum, Maleficas & earum haeresim, ut framea potentissima conterens"), ou apenas Malleus Maleficarum, também conhecido comummente como O Martelo das Bruxas, ou O Martelo das Feiticeiras, é um livro, ou manual inquisitorial, publicado em 1486 ou 1487 pelos dominicanos Heinrich Kraemer (também conhecido por Heinrich Institoris) e James Sprenger, na Alemanha, em cumprimento à bula papal Summis Desiderantis Affectibus de Inocêncio VIII e, segundo uma fonte, a pedido deste — sobre um manual de combate aos praticantes de heresias — e que tornou-se o guia dos inquisidores pelo restante do século XV e seguintes; embora no período existam outros manuais, este é dos mais "cruéis", ensinando sobre o ódio, tortura e morte. Segundo alguns autores, o Malleus nunca teria sido aceite pela Igreja, sendo incluído no "Índice dos Livros Proibidos" do catolicismo (do latim "Index Librorum Prohibitorum") e seus autores teriam sido excomungados. Contudo, outros autores, como Åsa Bergenheim, sustentam o contrário: o primeiro Index só foi publicado depois de 1559, e não incluía o livro, que também não se encontrava nas edições posteriores do Index. Por outro lado, H. Kraemer foi censurado pela Inquisição em 1490 por recomendar métodos antiéticos e ilegais, e por não seguir as doutrinas ortodoxas da igreja relativamente à demonologia, mas nunca foi excomungado e gozou até de bastante prestígio. O livro é dividido em três partes; na primeira, relata as propriedades do demônio e sua ligação com a bruxaria; a segunda trata de como lidar com os malefícios durante o dia-a-dia; finalmente, a terceira parte faz a descrição de como proceder aos julgamentos e como cumprir as sentenças. Apesar de seu conteúdo obscuro, é uma obra da Idade Moderna, havendo surgido poucos anos antes da viagem de Colombo e contemporânea da obra de Pico della Mirandola, base do humanismo florentino. Embora o livro original traga uma dupla autoria, modernamente é consenso que o papel do então renomado autor Sprenger na escrita deste livro deva ser mínima.
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