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O Mal de Byne, também conhecido como doença de Byne ou deterioração de Byne, é um fenômeno peculiar resultante de uma reação química contínua que frequentemente afeta conchas de moluscos ou outros espécimes calcários que estão armazenadas ou em exposição por longos períodos de tempo, causando danos permanentes. Trata-se de um tipo de eflorescência salina formada pela reação de vapores ácidos com a superfície calcária do espécime, que se comporta quimicamente como uma base. A eflorescência pode às vezes se assemelhar superficialmente ao crescimento de mofo. Embora tenha sido descrita pela primeira vez no início do século XIX, a deterioração de Byne não foi bem compreendida até quase cem anos depois. O fenômeno é nomeado em homenagem a Loftus Byne, o homem conhecido por descrevê-lo no final do século XIX, mesmo que ele não tenha sido a primeira pessoa a relatá-lo na literatura. Quando da descrição, Byne erroneamente assumiu que o efeito se originava de atividade bacteriana, e ele, portanto, passou a ser denominado como um "mal" ou "doença" (ou disease, originalmente, em inglês). Além de conchas de moluscos, vários outros espécimes de coleções de história natural são suscetíveis a esta forma de deterioração, incluindo cascas de ovos e alguns fósseis e amostras minerais compostas de carbonato de cálcio. Esse fenômeno é motivo de preocupação para pesquisadores e também qualquer pessoa que tenha uma coleção particular de espécimes desse tipo. A fim de evitar a deterioração de Byne, o uso de metal, polímeros não reativos e materiais livres de ácido de qualidade arquivística são preferidos ao papel comum, materiais à base de madeira, colas e vernizes comuns em ambientes de coleções. A manutenção de espécimes afetados inclui lavagem e secagem completa, com uma realocação subsequente para um ambiente arquivístico.
Abstract from DBpedia / Wikipedia · CC BY-SA
Discovered by embedding cosine similarity (sentence-transformers MiniLM, 384-dim).