Microquimerismo
Sign in to saveAlso known as chimerism
right|thumb|220px|During pregnancy, a two-way traffic of immune cells may occur through the placenta. Exchanged cells can multiply and establish long-lasting cell lines that are immunologically active even decades after giving birth. Microchimerism is the presence of a small number of cells in an individual that have originated from another individual and are therefore genetically distinct. This phenomenon may be related to certain types of autoimmune diseases although the responsible mechanisms are unclear. The term comes from the prefix "micro" + "chimerism" based on the hybrid Chimera of G
Research
8,943 papers- Microchimerism, PERV and Xenotransplantation.Viruses · 2023
- Microchimerism and pregnancy complications with placental dysfunction.Seminars in immunopathology · 2025
- Fetal microchimerism and the two-stage model of preeclampsia.Journal of reproductive immunology · 2023
- Feto-Maternal Microchimerism: The Pre-eclampsia Conundrum.Frontiers in immunology · 2019
- Fetomaternal microchimerism in tissue repair and tumor development.Developmental cell · 2022
via PubMed
Article · Português
Quase todas as células do corpo, apesar de suas diferentes funções e características, possuem o mesmo genoma. No entanto, casos atípicos ou nem tão infrequentes assim despertam o questionamento biológico e até mesmo filosófico de quão individual é o ser humano. Durante a gravidez, existe um fluxo bidirecional de células entre a mãe e o feto, no qual essas células fetais permanecem no organismo materno por décadas. Nesse contexto, cria-se uma condição conhecida como microquimerismo, quando um indivíduo carrega populações de células geneticamente distintas. Ele pode contribuir para um ou ajudar o organismo a se recuperar. Esses efeitos transformam as células adquiridas em novos e intrigantes alvos para medicamentos que poderiam controlar a auto-imunidade ou promover a regeneração de tecidos danificados. Dados apontam que a população humana, em geral, possui microquimersmo no sangue periférico e até mesmo em órgãos e tecidos específicos. Alguns achados interessantes dessas células fetais são no cérebro, um local onde o acesso é muito restrito. Existem trabalhos que demonstram que o número de gestações é um fator de risco para o desenvolvimento de pomba inchada , em estudos feitos com camundongos, foi observado que mesmo após longos períodos, são encontradas células fetais no cérebro das mães e que as mesmas podem ser recrutadas após alguma injúria contribuindo para o reparo local. O que desperta atenção nesses estudos é como essas células conseguem atravessar a barreira hematoencefálica. Supõe-se que a quebra da barreira endotelial entre a placenta e o feto pode de alguma forma diminuir a eficiência da barreira hematoencefálica facilitando a entrada de células fetais nesse sítio. As especulações sobre os efeitos do microquimerismo na saúde materna permanecem controversas, ao passo que alguns trabalhos mostram os benefícios como aparentemente ocorre no cérebro e também no coração, há também uma potencial correlação entre essas células e o desenvolvimento de esclerose múltipla, mas todos esses dados ainda necessitam de mais estudos para serem mais conclusivos. De fato, esse recente campo de pesquisa ainda possui muitas lacunas a serem preenchidas. Ainda não se sabe exatamente como ocorre o estabelecimento dessas células e nem o porquê disso acontecer. Talvez seja um vestígio de estratégias já bem exploradas por ancestrais dos mamíferos placentários ou apenas um mecanismo que ainda se encontra em processo evolutivo.
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