A espécie Solenopsis saevissima, é uma das espécies de formigas conhecidas popularmente pelo nome de lava-pés (ou ainda, formiga-de-fogo), devido à sua grande agressividade, ferroadas ardidas, e coloração avermelhada. No Brasil é mais comum e provavelmente também a mais comumente envolvida em acidentes com humanos e animais do que a espécie mais famosa Solenopsis invicta. Infelizmente, é uma espécie ainda relativamente pouco estudada no Brasil. A primeira menção registrada sobre a biologia natural desta espécie foi feita por Henry Bates, em seu famoso livro "O Naturalista no Rio Amazonas" . O mesmo autor descreveu a queimação gerada pelas ferroadas de S. saevissima na Amazônia. Historicamente, este táxon tem sido usado como um "balaio de gatos" para diversas espécies de formigas lava-pés de morfologia e biologia semelhantes . Ainda hoje este problema persiste, e especialistas acreditam que ao menos cinco espécies geneticamente distintas estão agrupadas dentro de S. saevissima, por desconhecermos caracteres morfológicos que permitam separá-las. São geralmente de coloração marrom-avermelhada e de médio porte, com 2 mm a 6 mm de comprimento, e a antena dividida em dez segmentos. Se diferenciam de outras espécies como S. invicta principalmente por possuírem operárias maiores com a cabeça fracamente trapezoidal, ausência de um dente mediano clipeal bem desenvolvido, e ausência de uma mancha frontal marcante. A "ausência" de estruturas como caractere diagnóstico de diferenciação pode ter sido um dos motivos levando ao agrupamento de espécies crípticas dentro desta espécie. Podem também ser diferenciadas por meio de caracteres químicos como ceras cuticulares e composição do veneno. As larvas das diferentes formigas lava-pés, no entanto, parecem ser quase idênticas e assim impossíveis de se diferenciar . É um formiga dominante em sua área nativa que compreende a Amazonia e parece comum no leste do Brasil. É uma formiga comum e dominante no municipio de Tocantins/MG e ocorre também em Astolfo Dutra/MG mas não é comum talvez devido a presença da invasora bem abundante e dominante Pheidole megacephala. Está amplamente presente pela maior parte do país mas aparentemente limitada pela presença de Solenopsis invicta e Pheidole megacephala. No Brasil chegou a ocorrer em grandes quantidades em alguns municipios do estado do Amazonas como Eirunepé e Novo Aripuanã .
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Discovered by embedding cosine similarity (sentence-transformers MiniLM, 384-dim).