Also known as CO poisoning, carbon monoxide toxicity, CO toxicity, carbon monoxide exposure, CO exposure
toxicity due to exposure to carbon monoxide
A intoxicação por monóxido de carbono é geralmente o resultado da inalação de uma quantidade excessiva de monóxido de carbono (CO). Os sintomas mais comuns são dores de cabeça, tonturas, fraqueza, vómitos, dor torácica e confusão. A inalação prolongada pode resultar em perda de consciência, arritmias cardíacas, crise epiléptica ou morte. Raramente a pele se apresenta de tonalidade roxa. Entre as sequelas a longo prazo estão o cansaço, problemas de memória e problemas ao nível motor. Em pessoas que inalaram fumo, deve também ser considerada a possibilidade de intoxicação por cianeto. A intoxicação por monóxido de carbono pode ocorrer de forma acidental ou como tentativa de suicídio. O monóxido de carbono é um gás incolor e inodoro que geralmente não provoca irritação. É produzido pela combustão incompleta de matéria orgânica. A maior parte dos casos de intoxicação tem origem na inalação do monóxido de carbono produzido na combustão de veículos a motor, aquecedores ou equipamento de cozinha alimentados a combustíveis fósseis. Pode ainda ocorrer como resultado da exposição a cloreto de metileno. O monóxido de carbono causa efeitos adversos ao unir-se à hemoglobina para formar carboxiemoglobina (HbCO), impedindo assim o sangue de transportar oxigénio. O diagnóstico tem por base uma quantidade de HbCO no sangue superior a 3% entre não fumadores ou superior a 10% entre fumadores. Entre as medidas de prevenção estão a instalação de detectores de monóxido de carbono, a ventilação adequada de aparelhos a gás e a limpeza e manutenção de chaminés e sistemas de exaustão de fumos em veículos. O tratamento da intoxicação geralmente consiste na administração de oxigénio a 100% e cuidados de apoio até que os sintomas se deixem de manifestar ou que a quantidade de HbCO no sangue seja inferior a 10%. Embora nos casos mais graves seja usada oxigenoterapia hiperbárica, os benefícios em relação à oxigenoterapia convencional não são claros. O risco de morte entre as pessoas afetadas é de 1% a 30%. A intoxicação por monóxido de carbono é relativamente comum. Nos Estados Unidos é a causa de mais de 20 000 admissões hospitalares por ano. Em muitos países, é o tipo mais comum de intoxicação potencialmente fatal. Nos Estados Unidos, os casos não relacionados a incêndio são a causa de mais de 400 mortes por ano. As intoxicações são mais frequentes durante o inverno, sobretudo com o uso de durante falhas de energia. Os efeitos tóxicos do monóxido de carbono são conhecidos desde a Antiguidade. A descoberta de que o monóxido de carbono afeta a hemoglobina foi feita em 1857.
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