Also known as Miracle Mineral Solution, Master Mineral Solution, MMS, Chlorine Dioxide Solution, CDS
solução
Miracle Mineral Supplement (em português: Suplemento Mineral Milagroso), também conhecido como Solução Mineral Mestre ou pela sigla MMS, é uma solução de dióxido de cloro, um alvejante (lixívia) industrial. É feito ao misturar uma solução de 28% de clorito de sódio em uma solução com um ácido, como suco cítrico. Essa mistura produz dióxido de cloro, um químico tóxico que por meio de ingestão ou exposição causa irritação nasal, irritação nos olhos, pulmões e garganta, náuseas, vômito, dificuldades de respiração, diarreia, desidratação severa, bem como outras complicações e até a morte. O nome foi cunhado pelo antigo cientologista Jim Humble, no seu livro auto-publicado The Miracle Mineral Solution of the 21st Century (A Solução Mineral Milagrosa do Século 21, em tradução livre). Uma versão mais diluída da solução é vendida como Solução de Dióxido de Cloro (CDS). O MMS é falsamente promovido como suposto tratamento para o HIV, malária, hepatite, o vírus da gripe H1N1, resfriados comuns, autismo, acne, câncer, entre outros. Não houve testes clínicos para verificar essas afirmações, que se baseiam apenas em relatos anedóticos e no livro de Humble. Em janeiro de 2010, o jornal diário The Sydney Morning Herald reportou que um vendedor admitiu que não publicam por escrito nenhuma das alegações de Humble, de modo a contornar a lei e regulamentações contra usá-lo como medicamento. Vendedores às vezes descrevem o MMS como purificador de água para contornar legislação e regulamentação médicas. O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho negam peremptoriamente relatos de promotores do MMS de que haviam usado o produto para combater a malária. Clorito de sódio, o principal constituinte do MMS, é um químico tóxico que pode causar insuficiência renal aguda se ingerido. É comum que mesmo pequenas quantidades, de cerca de 1 grama, causem náuseas, vômitos, corrosão de membranas mucosas internas, como as do intestino delgado e grosso (produzindo as chamadas "rope worms" [verme-corda, em tradução livre]) e até mesmo hemólise com risco de vida em pessoas com deficiência em glucose-6-fosfato desidrogenase. Quando ácido cítrico ou outro ácido alimentar é usado para "ativar" o MMS, como descrito nas suas instruções, a mistura produz uma solução aquosa contendo dióxido de cloro, uma toxina e potente agente oxidante usado no tratamento de água e branqueamento industrial. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos determinou um nível máximo permissível de dióxido de cloro de 0,8 mg/L em água potável. Naren Gunja, diretor do New South Wales Poisons Information Centre, afirmou que usar o produto é "parecido com beber alvejante concentrado" e que usuários demonstraram sintomas consistentes com lesões corrosivas, como vômitos, dores de estômago e diarreia. Em maio de 2019, o médico brasileiro Drauzio Varella publicou um vídeo-aviso em seu canal do YouTube, alertando para os perigos da substância, que é altamente tóxica e prejudicial à saúde.
Abstract from / Wikipedia · CC BY-SA
Discovered by embedding cosine similarity (sentence-transformers MiniLM, 384-dim).
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