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digoxina

File:Digoxin.svg · Wikimedia Commons · See Wikimedia Commons

EntityQ422222· pop 43· linked from 341 articles

Also known as Lanoxicaps, Lanoxin, Vanoxin, Lanoxin Pediatric, Digoxin Pediatric, 12beta-Hydroxydigitoxin, Digossina, Lanadicor

Digitalina

OverviewAI-generated

Digoxin is a chemical compound with the formula C₄₁H₆₄O₁₄. It has a mass of 780.43 and a defined daily dose of 0.25. The substance is characterized by a charge of 0, an xlogp of 1.3, and a tpsa of 203. Its structure includes 6 hydrogen bond donors and 14 hydrogen bond acceptors.

The compound is associated with a weight of 780.9. It has been the subject of 17680 entries in PubMed literature. Additionally, digoxin is referenced by 341 other encyclopedia articles.

Synthesized by Vinony from 16 facts across 4 sources: Wikidata, PubMed, PubChem, Vinony graph. Generated from structured data (not the Wikipedia text) and checked against those facts — may still contain errors.

Chemical data

Formula
C41H64O14
Molecular weight
780.9 g/mol
IUPAC name
3-[(3S,5R,8R,9S,10S,12R,13S,14S,17R)-3-[(2R,4S,5S,6R)-5-[(2S,4S,5S,6R)-5-[(2S,4S,5S,6R)-4,5-dihydroxy-6-methyloxan-2-yl]oxy-4-hydroxy-6-methyloxan-2-yl]oxy-4-hydroxy-6-methyloxan-2-yl]oxy-12,14-dihydroxy-10,13-dimethyl-1,2,3,4,5,6,7,8,9,11,12,15,16,17-tetradecahydrocyclopenta[a]phenanthren-17-yl]-2H-furan-5-one
SMILES
C[C@@H]1[C@H]([C@H](C[C@@H](O1)O[C@@H]2[C@H](O[C@H](C[C@@H]2O)O[C@@H]3[C@H](O[C@H](C[C@@H]3O)O[C@H]4CC[C@]5([C@@H](C4)CC[C@@H]6[C@@H]5C[C@H]([C@]7([C@@]6(CC[C@@H]7C8=CC(=O)OC8)O)C)O)C)C)C)O)O
InChIKey
LTMHDMANZUZIPE-PUGKRICDSA-N
XLogP
1.3
Polar surface area
203 Ų
H-bond donors
6
H-bond acceptors
14
Formal charge
0

via PubChem

Drug data · ChEMBL

Max clinical phase
Approved
Molecule type
Small molecule
First approval
1975
Admin. routes
oral, parenteral
Indications
epilepsy, hepatitis C virus infection, atrial fibrillation, cardiovascular disease

via ChEMBL · EBI

Research

17,680 papers

via PubMed

Wikidata facts

Mass
780.43
Has use
medication
Show 11 more facts
chemical formula
C₄₁H₆₄O₁₄
Commons category
Digoxin
medical condition treated
supraventricular tachycardia
isomeric SMILES
C[C@@H]1[C@H]([C@H](C[C@@H](O1)O[C@@H]2[C@H](O[C@H](C[C@@H]2O)O[C@@H]3[C@H](O[C@H](C[C@@H]3O)O[C@H]4CC[C@]5([C@@H](C4)CC[C@@H]6[C@@H]5C[C@H]([C@]7([C@@]6(CC[C@@H]7C8=CC(=O)OC8)O)C)O)C)C)C)O)O
canonical SMILES
CC1C(C(CC(O1)OC2C(OC(CC2O)OC3C(OC(CC3O)OC4CCC5(C(C4)CCC6C5CC(C7(C6(CCC7C8=CC(=O)OC8)O)C)O)C)C)C)O)O
World Health Organisation international non-proprietary name
digoxin
subject has role
essential medicine
found in taxon
Digitalis viridiflora
defined daily dose
0.25
significant drug interaction
furosemide
associated hazard
digoxin toxicity
Sources (5)

via Wikidata · CC0

Article · Português

Digoxina Digoxina é um fármaco utilizado no tratamento de problemas cardíacos. É um digitálico, ou seja, um glicosídeo cardiotônico, e é proveniente da planta (Digitalis lanata). Sua fórmula molecular é C41H64O14 e sua massa molar é de 780,94 g.mol-1. Ela é uma substância sólida (T.F. 248-250 °C) nas condições ambiente. Seu uso na farmacoterapia é devido seu efeito inotrópico positivo, ou seja, aumenta a força de contração cardíaca. A digoxina pode ser utilizada no tratamento da insuficiência cardíaca, da taquicardia, fibrilação atrial e arritmias. A digoxina é um fármaco digitálico, sendo estes potencialmente tóxicos para o corpo humano. Seu uso vem sendo reduzido drasticamente devido aos efeitos colaterais. Digitalis lanata A digoxina é um fármaco derivado da planta Digitalis lanata, também conhecida popularmente como Dedaleira lanata. Tal planta pertence à família Plantaginaceae e pode atingir até 150 cm de altura. É originaria da Europa, mas é aclimatada nos Estados Unidos e Canadá. É cultivada na Holanda, Reino Unido e Alemanha. Sua principal utilização é para extração industrial de cardioativos. As plantas pertencentes a este género são plantas herbáceas bianuais ou perenes, cujas folhas se encontram dispostas alternadamente ao longo do caule, com flores zigomórficas de cores variadas. Taxonomia A Digitalis lanata pertence ao reino Plantae, ao filo Tracheophyta, subfilo Angiospermae, classe Magnoliopsida, ordem Lamiales, família Plantaginaceae, tribo Digitalideae, género Digitalis, seção Globiflorae, espécie Digitalis lanata. Princípio ativo O princípio ativo é a própria digoxina, e é obtida a partir das folhas da planta Digitalis lanata. Os glicosídeos cardiotônicos possuem em comum um núcleo esteróide contendo uma lactona insaturada na posição C17 e um ou mais resíduos glicosídicos em C3. A digitoxina, um outro glicosídeo cardiotônico obtido, principalmente, das folhas da Digitalis purpurea (Dedaleira), possui atividade biológica semelhante à digoxina, e algumas vezes, é empregada em seu lugar. Porém, a digitoxina possui uma meia-vida maior do que a digoxina, e embora seus efeitos tóxicos sejam semelhantes, são mais duradouros na digitoxina. Cardiotônicos ou heterosídeos cardíacos A Cardiotônicos ou heterosídeos cardíacos, são os componentes ativos de espécies de Digitalis. são substâncias esteroidais com um esqueleto de 17 carbonos com unidades de açúcares ligados. A partir da hidrolise acida desse heterosídeos são obtidas 3 agliconas, todas com núcleo esteroidal do tipo ciclopentano peridrofenantreno. Esse núcleo, contém ainda, um anel lactônico α, β insaturado de 5 membros ligado em β ao carbono 17. Outras similaridades dos cardiotônicos são a configuração cis-trans-cis dos anéis A-B-C-D, um grupo hidroxila em β no carbono 3 e outro no carbono 14 e a presença de 3 unidades de açucares ligados ao grupo hidroxila C-3, a mais comum é a digitoxose. Essas substâncias não foram ainda sintetizadas, sendo necessário a extração das folhas da espécie. A extração envolve o cultivo da planta a partir da semente por dois anos, colheita e secagem em um silo , depois as folhas são trituradas em pó e o composto é extraído e purificado por meio de processos químicos. Mecanismo de ação O principal benefício da digoxina se deve ao seu efeito ionotropico positivo, devido a inibição da atividade enzimática das proteínas de membrana Na+/K+ ATPase. A bomba Na+/K+ ATPase tem como principal função a troca do sódio intracelular pelo potássio extracelular. Ocorre também, por um mecanismo de difusão facilitada, a troca de Na+ por Ca2+, esse mecanismo é independente de energia. A digoxina se liga reversivelmente a bomba de Na+/K+ ATPase, inibindo-a. Ao ocorrer a inibição da bomba, o sódio intracelular aumenta, inibindo o gradiente de concentração que ativa a troca de sódio por cálcio. Como consequência, o Ca2+ intracelular aumenta e é armazenado no reticulo sarcoplasmático, aumentando a quantidade de cálcio disponível em cada potencial de ação. Isso leva a uma maior força de contração do coração e uma diminuição da frequencia cardíaca, devia ao maior período refratário. Para o tratamento da insuficiência cardíaca a digoxina é por vezes tomada juntamente com diuréticos, os quais vão diminuir a concentração de potássio no plasma, aumentando assim os efeitos da digoxina, pois diminui a competição no sítio de ligação do potássio na bomba Na+/K+ ATPase. Este efeito combinado pode provocar arritmias. A eliminação do organismo se dá por meio dos rins. A digoxina é um composto nefrotóxico, ou seja, pode causar lesões nos rins. Efeito tóxico Os principais sintomas provenientes da intoxicação digitálicas são sintomas gastrointestinais, anorexia, êmese, diarreia, arritmias cardíacas, depressão, letargia e desorientação. A administração da digoxina em doses maiores ou iguais a 0,25mg/dia, resulta em um bom efeito inotrópico positivo, já em doses menores que 0,25mg/dia ela exerce efeitos neuro-hormonais e tem pouca atividade inotrópica. O efeito neuro-hormonal foi demonstrado inicialmente em 1987, mostrando que a digoxina reduz os níveis séricos de noradrenalina. A explicação para esse efeito está na sensibilização de barorreceptores, reduzindo o fluxo simpático proveniente do sistema nervoso central. A digoxina pode ainda levar a uma bradicardia, por dois motivos. o primeiro é a estimulação vagal com doses terapêuticas, levando a um efeito cronotrópico negativo. O segundo motivo está relacionado ao efeito da droga no nódulo AV, causando um aumento no período refratário e a lentificação da condução do impulso do nó AV ao ventrículo. A ativação excessiva desse mecanismo resulta em bloqueios cardíacos de diversos graus, uma das principais características da intoxicação por digitálicos. Adicionalmente, o aumento do cálcio intracelular torna o potencial de repouso de membrana mais positivo, predispondo os tecidos de condução ao disparo prematuro e causando efeitos pró-arrítmicos. A digoxina produz efeitos diferentes em corações insuficientes e corações saudáveis, a razão para isso ainda é desconhecida. Isso leva a um risco letal de uso em pacientes saudáveis. Histórico A palavra digitalis foi utilizada pela primeira vez pelo botânico alemão Leonhardt Fuchs e em latim significa dedo. No século XVII, extratos de dedaleira foram utilizados tratar o chamado “o mal do rei”, uma doença que causava inchaço nos nódulos linfáticos. Em 1775, uma cigana era famosa por preparar um extrato de diversas ervas que curavam problemas cardíacos, o médico escocês William Withering ficou interessado e investigou, descobrindo assim, a dedaleira e suas propriedades medicinais. Em 1785, ele propôs que a dedaleira poderia ser um importante medicamento para hidropisia, que é a retenção de água pelo organismo devido ao bombeamento ineficaz do coração. Durante toda sua vida Withering estudou e avaliou a dedaleira, realizando infusões de folhas pulverizadas em seus pacientes. Após sua morte, em 1799, o uso da dedaleira diminuiu, devido ao uso indiscriminado, sendo receitada para qualquer doença e em doses inapropriadas, causando uma falta de confiança na eficácia. A identificação da digoxina na Digitalis lanata ocorreu somente em 1875, por Oscar Schmiedberg. Mas a digoxina só foi isolada pela primeira vez em 1930, na Grã-Bretanha, por Sydney Smith, ele demonstrou que a digoxina era mais potente que qualquer outra substância da Digitalis lanata, sendo então o princípio ativo. A digoxina foi lançada no mercado, pela empresa Wellcome, com o nome de Lanoxina. Foi usada também no século 19 por asilos, como sedativos, juntamente com hioscina e opiáceos. Atualmente, o uso é relativamente baixo, devido à estreita margem terapêutica e ao alto potencial de efeitos colaterais graves. Sendo substituída por medicamentos mais novos, como betabloqueadores, angiotensina-inibidores da enzima conversora e agentes bloqueadores dos canais de cálcio. COSTA, F. B. D. Digitalis e Hidropsia: do empirismo do século XVI à indústria, São Paulo, p. 5. RICARDO MOURILHE ROCHA, ANDRÉ GUSTAVO MESQUITA FERREIRA, ELIAS PIMENTEL GOUVEA. Revigorando os Digitálicos. Revista da SOCERJ, Rio de Janeiro, v. 19, n. 3, p. 9, Maio/Junho 2006. SUSANA EDUARDO VIEIRA. INTOXICAÇÃO DIGITÁLICA: REVISÃO DE LITERATURA, São Paulo. DENNIS RODOLFO MACHADO DE LIMA. DIGOXINA: MECANISMO DE AÇÃO, TRATAMENTO, EFEITOS ADVERSOS E A IMPORTÂNCIA NA QUALIDADE DE SUA MANIPULAÇÃO. VII Seminário de Pesquisas e TCC da FUG.

Abstract from DBpedia / Wikipedia · CC BY-SA

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